sábado, 14 de janeiro de 2012

Poetisa não convencional

Guardo papéis em minha bolsa,
como quem guarda um pedacinho do mundo.
Carrego uma caneta naquim dos anos noventa
e um coração imprevisível.
Às vezes calmo,quieto,
ás vezes um viajante no meio da tormenta.
As emoções são de um azul índigo,
A voz ás vezes doce e flauteada.
Vivo os dias e baladas,
com amigos ou numa conversa de madrugada.
Sempre tenho novas palavras...
Emoções, posso dizer que revisitadas,
como um grande caleidoscópio,
Caindo em um precipício infinito.
Sou visitada frequentemente
Seja pela terna e quente Alegria,
ou monocromática e fria Melancolia.
Mas quem chegou pra ficar ?
A velha e querida Saudade.
Bailamos noites sem fim.
Seja sol, seja lua,
a alma não permanece calada,
viaja num trem com destino certo.
Sorriso caloroso,
ou soluço desritmado,
Mas sempre acompanhada
pela tão viva Saudade.

20.07.2010

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