Guardo papéis em minha bolsa,
como quem guarda um pedacinho do
mundo.
Carrego uma caneta naquim dos anos noventa
e um coração
imprevisível.
Às vezes calmo,quieto,
ás vezes um viajante no meio da
tormenta.
As emoções são de um azul índigo,
A voz ás vezes doce e
flauteada.
Vivo os dias e baladas,
com amigos ou numa conversa de
madrugada.
Sempre tenho novas palavras...
Emoções, posso dizer que
revisitadas,
como um grande caleidoscópio,
Caindo em um precipício
infinito.
Sou visitada frequentemente
Seja pela terna e quente
Alegria,
ou monocromática e fria Melancolia.
Mas quem chegou pra ficar
?
A velha e querida Saudade.
Bailamos noites sem fim.
Seja sol, seja
lua,
a alma não permanece calada,
viaja num trem com destino
certo.
Sorriso caloroso,
ou soluço desritmado,
Mas sempre
acompanhada
pela tão viva Saudade.
20.07.2010
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