segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Dias de Ostra(cisma)

Estou na cisma , dividida em mim mesma.
Hoje passei um dia que variava de humor chuvoso  até raios de sol
depois  meu humor ficou chuvoso de novo
E fui me sentindo inerte
ocupando espaço demais
um metro e sessenta de altura e 3 metros largura de desanimo.
É um corpo muito grande pra carregar
tive vontade de me encolher,
e então  fui pro mar.
Estou  buscando conchas nesse lugar,
e preciso encontrar uma  para me acomodar...
Com o decorrer da tarde
fui diminuindo de tamanho
passos lentos, olhar chinês
respondendo apenas com sons vocálicos
e faço  imenso esforço para confirmar sim ou não com a cabeça
encontrei, o que procurava....
e visto a concha, querendo ficar mais pequenina, pequenina
pronto....me encaixei na concha do mar
sobram os pés para que eu possa  até  beira da agua caminhar.
Aguardo a próxima onda , para que sem destino ela possa me levar
e me guardo no meu imenso silêncio
é só o que no momento posso revelar....

Eu e nuvem


Meus sentimentos são
como a nuvem...
ás vezes leve como algodão,
que forma no céu figurinhas engraçadas.
As vezes pesada e quente,
com o rubor da minha face,
diante de uma lágrima prestes a cair.
E de tão pesada , a nuvem chora,
e meus olhos chovem,
e ambas acontecem ao mesmo tempo.
Chora fora
Chove dentro
Me confundo com a nuvem,
porém me vejo tão pequena.
Seus passos são largos e rápidos,
alcançam lugares muito distantes nesse mundo;
Ser gasoso é;
Meus passo são pequenos ,
sou  de carne e ossos,
e para compensar viajo no meu mundo de dentro.
Me deito no chão, vejo a nuvem
me reconheço nela  e digo:
Quero ser como você,
ser carregada pelo vento sem me preocupar com o tempo,
que renasce a cada momento.

Doce Marinheiro III

Este pequeno gesto 
é a desculpa mais doce 
para expressar 
meus melhores sentimentos.
Cada pessoa que passa por nós
é uma mensagem do Universo
que nos mostra que é possível viver
momentos extraordinários.
É assim que você veio...
tirou meus pés do chão 
para tocar as estrelas.
Te entrego minha admiração,
meu respeito e um profundo carinho,
já que este coração 
fugiu de mim e tenta te alcançar.
Nas batidas do meu coração
ressoará por muito tempo
a doçura inesquecível de sua presença.
Namastê

Doce marinheiro II




Abalaste meu porto,
invertes-te o firmamento,
me alimentaste com beijos,
me entrego à valsa do desejo.

Da sua presença tenho momentos,
fervem meus pensamentos,
Se não é acaso, é poesia!
Palavras a ti chegam
E a mim, novas imagens.

Rompe-se o cotidiano,
algo novo pede passagem,
cravaste um coração cigano...

Alma voa ao vento,
Essa doçura é alimento.
bebo dela a qualquer preço...
É da vida um doce engano?

Não existe certo ou errado
Segue-se bons momentos
Por quanto tempo dura?
Em breve vira passado?

Sei que és do meu agrado
e te entrego novas palavras
Meu doce marinheiro.

Doce Marinheiro


                     

Doce marinheiro que cruzou meu caminho,
me mostrou que navegar é preciso.
Então naveguei pelo seu olhar.

Fui arrebatada pelos seus gestos de doçura, 
pelos seus olhos e cabelos, 
sua pele levemente morena 
Se entregue à loucura , minha alma serena !

Ganha-se a coragem, perde-se o medo,
Abandonamos qualquer julgamento,
nosso cotidiano e nossos papéis.

Dois seres como barcos dividem as mesmas sensações.
Navegam pelo mar, e em meio as ondas,
Enchem-se de vontade de se entrelaçar.

Matam a fome e a sede,
se envolvem em beijos, toques e desejos.
Antes sedentos de calor, 
Logo navegam pelo mar sem temor.

Ao fim da viagem, os barcos se afastam,
se acolhem e se abraçam.
Depois partem de volta para seus mundos.

Meu porto não é mais interessante como antes,
Já que à  minha pele, se somaram seus gestos.
Está despedaçado um coração de protesto.

Minha alma encontra um novo  lugar,
e o dia  segue sem fim,
sem fome , sem sono
Sigo com a inquieta vontade de reencontrar-te .

Sua doce alma está  guardada em meu ser,
fui despertada por um sentimento sem nome,
carregado de uma alegria ousada, enorme,
que passeia em um vestido negro.

Para alguns é vestido de balada...
Porém  está enfeitado de liberdade,
Pois do encontro guardo novas imagens.


Te entrego  essas palavras, doce marinheiro,
a quem doei meu corpo inteiro,
que carrega uma alma balançada
No doce mês  de novembro.