Doce marinheiro que cruzou meu caminho,
me mostrou que navegar é preciso.
Então naveguei pelo seu olhar.
Fui arrebatada pelos seus gestos de doçura,
pelos seus olhos e cabelos,
sua pele levemente morena
Se entregue à loucura , minha alma serena !
Ganha-se a coragem, perde-se o medo,
Abandonamos qualquer julgamento,
nosso cotidiano e nossos papéis.
Dois seres como barcos dividem as mesmas sensações.
Navegam pelo mar, e em meio as ondas,
Enchem-se de vontade de se entrelaçar.
Matam a fome e a sede,
se envolvem em beijos, toques e desejos.
Antes sedentos de calor,
Logo navegam pelo mar sem temor.
Ao fim da viagem, os barcos se afastam,
se acolhem e se abraçam.
Depois partem de volta para seus mundos.
Meu porto não é mais interessante como antes,
Já que à minha pele, se somaram seus gestos.
Está despedaçado um coração de protesto.
Minha alma encontra um novo lugar,
e o dia segue sem fim,
sem fome , sem sono
Sigo com a inquieta vontade de reencontrar-te .
Sua doce alma está guardada em meu ser,
fui despertada por um sentimento sem nome,
carregado de uma alegria ousada, enorme,
que passeia em um vestido negro.
Para alguns é vestido de balada...
Porém está enfeitado de liberdade,
Pois do encontro guardo novas imagens.
Te entrego essas palavras, doce marinheiro,
a quem doei meu corpo inteiro,
que carrega uma alma balançada
No doce mês de novembro.
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