segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Doce Marinheiro


                     

Doce marinheiro que cruzou meu caminho,
me mostrou que navegar é preciso.
Então naveguei pelo seu olhar.

Fui arrebatada pelos seus gestos de doçura, 
pelos seus olhos e cabelos, 
sua pele levemente morena 
Se entregue à loucura , minha alma serena !

Ganha-se a coragem, perde-se o medo,
Abandonamos qualquer julgamento,
nosso cotidiano e nossos papéis.

Dois seres como barcos dividem as mesmas sensações.
Navegam pelo mar, e em meio as ondas,
Enchem-se de vontade de se entrelaçar.

Matam a fome e a sede,
se envolvem em beijos, toques e desejos.
Antes sedentos de calor, 
Logo navegam pelo mar sem temor.

Ao fim da viagem, os barcos se afastam,
se acolhem e se abraçam.
Depois partem de volta para seus mundos.

Meu porto não é mais interessante como antes,
Já que à  minha pele, se somaram seus gestos.
Está despedaçado um coração de protesto.

Minha alma encontra um novo  lugar,
e o dia  segue sem fim,
sem fome , sem sono
Sigo com a inquieta vontade de reencontrar-te .

Sua doce alma está  guardada em meu ser,
fui despertada por um sentimento sem nome,
carregado de uma alegria ousada, enorme,
que passeia em um vestido negro.

Para alguns é vestido de balada...
Porém  está enfeitado de liberdade,
Pois do encontro guardo novas imagens.


Te entrego  essas palavras, doce marinheiro,
a quem doei meu corpo inteiro,
que carrega uma alma balançada
No doce mês  de novembro.

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